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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Alívios


- O que você faz?
- História.
(cara de dãh)
- Aah, vo te apresenta um amigo de Engenharia também. Aproveita que ainda tem salvação pra você.
- Thaís, vamo pra lá.

(...)

- Ah porque eu nunca quis Engenharia, na realidade sempre quis Educação Física mas meu pai não me deixou fazer de jeito nenhum. Sei lá, acho que até me expulsava de casa. Adoro esporte, sou louco por Educação Física.
É muito número, muita coisa ... fico na biblioteca o dia inteiro pra fazer uma conta e não bate, não dá certo ... é horrível ...
- Tá e por que você não muda ué, só por causa do seu pai?
- É. E também porque Engenharia Elétrica dá mais dinheiro, claro.
- Uhn ...

(num churrasco aleatório no Flex no começo de 2009 de Engenharia Elétrica)


E sim, era eu quem precisava de salvação naquela situação, né.
É claro que não tenho preconceito com nenhum curso. Tenho preconceito de quem se deixa levar por coisas levianas e não tem cara pra encarar o mundo (e no caso nem o pai).
Eu estaria sendo hipócrita se dissesse que não me importo com dinheiro. É claro que me importo, que quero, que almejo um futuro confortável onde eu possa me bancar e viver bem. Mas não sou guiada por números e não baseio minha vida numa poupança cheia de dígitos e num cartão de crédito sem limite.
A vida é imensamente mais que isso, e só pelo fato de eu ter consciência disso já me sinto aliviada e um tanto realizada.


" Queremos saber, queremos viver confiantes no futuro
Por isso se faz necessário prever qual o itinerário da ilusão
A ilusão do poder ... "
almejar ficar rico TRABALHANDO no Brasil é, no mínimo, cômico.

Um comentário:

  1. Olá Fran!
    Legal seu espaço e seu jeito de escrever. Parabéns!

    Um abraço!

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